Braço e cotovelo de um homem com placas de psoríase, em luz de estúdio

Doenças crônicas de pele

Psoríase

A psoríase é uma condição crônica da pele acompanhada por dermatologistas e outros profissionais de saúde. Cada pessoa vive a doença de um modo diferente, e o acompanhamento contínuo é parte central do cuidado.

O que é Psoríase?

É uma doença inflamatória, sistêmica, crônica, autoimune, que causa placa avermelhadas espessas na pele, cobertas por escamas esbranquiçadas ou prateadas. Essas lesões podem apresentar coceira, dor, queimação e descamação. Inchaços e rigidez nas rticulações podem ocorrer. A doença afeta profundamente a qualidade de vida dos pacientes, indo muito além da questão estética da pele. Apesar de não ser contagiosa, a psoríase afeta a autoestima e a qualidade de vida do paciente em suas atividades diárias.

A causa da doença é genética, ocorrendo um desequilíbrio imunobiológico, mas fatores ambientais e o stress podem ser importantes agravadores. A doença se manifesta, na maior parte dos indivíduos, entre os 20 e 40 anos. Porém, em 15% dos casos aparece durante a infância. Ela tem gravidade variável, podendo apresentar desde formas leves e facilmente tratáveis até casos muito extensos, que levam à incapacidade física, acometendo também as articulações.

Tipos de Psoríase

A doença afeta pessoas de qualquer idade, mas acontece principalmente entre os 15 e 35 anos. A psoríase pode ser transmitida para as próximas gerações de uma família, pois a genética influencia em 30% dos casos. Existem vários tipos de psoríase e essas variações dependem da localização e das caraterísticas das lesões:

  • Exemplo de Psoríase em Placas

    Psoríase em Placas

    É a forma mais comum da doença, caracterizada por lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos.

  • Exemplo de Psoríase Artropática

    Psoríase Artropática

    Pode estar associada a comprometimento articular. Surge de repente com dor nas pontas dos dedos das mãos e dos pés ou nas grandes articulações como a do joelho.

  • Exemplo de Psoríase em Gutata

    Psoríase em Gutata

    Pequenas lesões localizadas, em forma de gotas, associadas a processos infecciosos. Geralmente, aparecem no tronco, braços e coxas (bem próximas aos ombros e quadril) e ocorrem com maior frequência em crianças e adultos jovens.

  • Exemplo de Psoríase Eritrodérmica

    Psoríase Eritrodérmica

    Acometimento de mais de 90% da superfície corporal, de caráter subagudo ou crônico e comprometimento do estado geral. Pode ocorrer por piora da psoríase em placas ou pustulosa generalizada e, raramente, como manifestação inicial da doença.

  • Exemplo de Psoríase Ungueal

    Psoríase Ungueal

    Surgem depressões puntiformes ou manchas amareladas principalmente nas unhas da mãos

  • Exemplo de Psoríase Invertida

    Psoríase Invertida

    Lesões mais úmidas, localizadas em áreas de dobras. Também aparecem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos.

  • Exemplo de Psoríase Pustulosa

    Psoríase Pustulosa

    Aparecem lesões com pus nos pés e nas mãos (forma localizada) ou espalhadas pelo corpo.

  • Exemplo de Psoríase Palmo-Plantar

    Psoríase Palmo-Plantar

    As lesões aparecem como fissuras nas palmas das mãos e solas dos pés.

PPG é rara e única — Psoríase Pustulosa Generalizada

PPG

Se você tem essa forma rara e grave de Psoríase, faça parte do cadastro de pacientes com PPG

CADASTRE-SE

Psoríase Pustulosa Generalizada (PPG)

Dentre os diversos tipos de psoríase, existem as psoríases pustulosas que são caracterizadas por pequenas bolhas com pus (pústulas). Na sua forma mais grave, as pústulas estão espalhadas por todo o corpo, o que é chamado de PPG – psoríase pustulosa generalizada.

A PPG (Psoríase Pustulosa Generalizada) é uma doença rara que ATINGE 9 EM CADA 1 MILHÃO DE PESSOAS NO BRASIL, com histórico de psoríase em placas ou não.

Sintomas

Se de repente, surgirem pequenas bolhas de pus espalhadas pelo corpo, associadas a vermelhidão na pele, fadiga, náusea e dor intensa, fique atento: esses podem ser sintomas da Psoríase Pustulosa Generalizada, conhecida como PPG.

As pessoas que possuem PPG sentem dor, ardência ou coceira. Os momentos mais difíceis são durante as crises que podem ocorrer repentinamente e levar a internações.

Além dos sintomas da pele, cansaço, indisposição, perda de apetite, náusea, febre ou dores nas articulações são comuns. Apesar de não ser contagiosa, leva o paciente ao isolamento. 11,6% dos pacientes com PPG apresentam ansiedade e 10,7% possuem depressão.

Gatilhos

  1. 1)Retirada de corticoides
  2. 2)Infecções
  3. 3)Estresse
  4. 4)Gestação

Outros gatilhos possíveis

  • Alguns medicamentos
  • Substâncias que causam irritação na pele
  • Radiação Solar

Vivendo com a Psoríase Pustulosa Generalizada (PPG)

Vivendo com a Psoríase Pustulosa Generalizada (PPG) Um dos grandes receios entre os pacientes que apresentam os primeiros sinais de psoríase pustulosa generalizada (PPG) é, sem dúvidas, a exposição social. As pústulas da pele podem durar semanas ou até meses se não tratadas, e isso afeta não apenas a saúde física, mas também impactam o bem-estar mental. Se você ou alguma pessoa próxima foi diagnosticado com PPG, importante compreender o que é essa doença. As causas ainda são desconhecidas.

O que se sabe é que algumas pessoas são naturalmente propensas a ter PPG. As crises aparecem de repente, em forma de dolorosas pequenas bolhas cheias de pus (pústulas) e podem ser seguidas de febre. Por essa razão é importante procurar um dermatologista para acompanhamento e orientação adequados. Por mais que a PPG seja rara e única, é preciso mostrar aos pacientes ou você saber que ninguém está sozinho nessa jornada e que a PPG não é uma doença contagiosa.

A PPG pode afetar você emocional e socialmente

Por causa da PPG, você pode mudar a forma como se socializa e interage com parentes, colegas de trabalho e amigos. Com frequência, ocorrem transtornos como ansiedade e depressão. A PPG pode impactar até mesmo no seu relacionamento. Ainda que conviver com a doença seja desafiador, é importante lembrar que há maneiras de controlá-la e manter a qualidade de vida.

Saiba que você não está sozinho. Falar sobre o assunto com familiares e amigos pode ajudar nessa jornada. Participar de comunidades e grupos de pacientes, pessoas que compartilham da mesma condição, contribui para troca de experiências e diminui o isolamento. Bem administrada e com apoio e suporte adequados, a PPG não vai impedir de você viver a sua vida, mantendo a rotina e atividades prazerosas.

Cuidados para evitar a crise da PPG

Algumas dicas de cuidados que você deve ter para evitar o aparecimento da doença ou desencadear crises de PPG.

  • Evite a interrupção do uso de medicamentos sem indicação de um profissional;
  • Proteja-se do Sol para evitar queimaduras na pele;
  • Tente evitar situações de estresse;
  • Cuide da sua saúde: evite infeções virais (incluindo rinovírus e coronavírus);
  • Não utilize corticosteroides orais, a não ser em caso de orientação médica.

Se você apresentar qualquer sintoma da PPG, procure imediatamente um dermatologista.

Causas da Psoríase

A forma que surge mais precocemente apresenta um componente genético mais marcado, sendo mais frequente em familiares de pacientes com psoríase. A causa da psoríase é desconhecida: ela é multifatorial, ou seja, são necessários vários fatores atuando em conjunto para o seu surgimento. Sabe-se que a hereditariedade tem um papel fundamental.

Aproximadamente, um terço dos pacientes apresentam parentes com psoríase, e filhos de pais com psoríase possuem maior chance de desenvolver a doença. Logo, existe uma predisposição genética para o seu desenvolvimento. Nas pessoas geneticamente predispostas, vários fatores desencadeadores ou agravantes são necessários para o desenvolvimento da doença.

Tratamentos da Psoríase

O paciente de psoríase pode e deve conviver normalmente com outras pessoas. Até o momento, não existe uma cura para a psoríase. Porém, com os tratamentos disponíveis é possível controlar os sintomas, melhorando muito a qualidade de vida dos pacientes. Os tratamentos disponíveis atualmente variam de medicações tópicas (cremes e pomadas) e fototerapia (banhos de luz) a medicações orais e injetáveis.

A escolha do tratamento depende de vários fatores, como gravidade da doença, idade e sexo do paciente, localização das lesões, entre outros, sendo necessário a análise de cada caso para essa decisão.

Tipos de Tratamentos

TRATAMENTO TÓPICO:

Medicamentos em cremes e pomadas, aplicados diretamente na pele. Podem ser usados em conjunto com outras terapias ou isoladamente, em casos de psoríase leve;

TRATAMENTO BIOLÓGICO:

Tratamentos biológicos: medicamentos injetáveis, indicados para o tratamento de pacientes com psoríase moderada a grave. Existem diversas classes de tratamentos biológicos para psoríase já aprovados e disponibilizados no SUS. São eles: adalimumabe, etanercepte, infliximabe e secuquinumabe;

FOTOTERAPIA:

Consiste na exposição da pele à luz ultravioleta de forma consistente e com supervisão médica. O tratamento precisa ser feito por profissionais especializados.

TRATAMENTO SISTÊMICO: Medicamentos em comprimidos ou injeções, geralmente indicados para pacientes com psoríase de moderada a grave e/ou com artrite psoriásica;

A psoríase pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e na autoestima do paciente, o que pode piorar o quadro. Assim, o acompanhamento psicológico é indicado em alguns casos. Outros fatores que impulsionam a melhora e até o desaparecimento dos sintomas são uma alimentação balanceada e a prática de atividade física. O paciente nunca deve interromper o tratamento prescrito sem autorização do médico. Esta atitude pode piorar a psoríase e agravar a situação.

Medicamentos Fornecidos pelo SUS

ACESSO AO SUS

CARTÃO NACIONAL DE SAÚDE

Todo o cidadão possui direito ao SUS – Sistema Único de Saúde -. É um direito constitucional.

Para marcar uma consulta com um dermatologista pelo SUS, você deve se dirigir a uma unidade de saúde com seu Cartão Nacional de Saúde e solicitar o agendamento da consulta.

O Cartão SUS é um documento oferecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde que vincula usuários do Sistema Único de Saúde com todos os procedimentos, ações e serviços de saúde executados, ao profissional de saúde que os realizou e aos serviços de saúde onde foram realizados pelo SUS.

Para tudo isso é necessário que seja feito o cadastro do cidadão no sistema de informatização dos serviços de assistência dos municípios (CadWeb).

Para o cadastro, procure uma Secretaria de Saúde ou um Posto de Saúde com o Registro Geral (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF) e um comprovante de residência e solicite o seu Cadastro no SUS.

APP CONECTE SUS

Além da marcação de consultas, é possível verificar o seu histórico de tratamento de saúde, vacinação e ainda medicamentos de uso contínuo a serem tomados.

Você também pode consultar o seu cartão do SUS, que é a sua identificação para acesso aos serviços públicos de saúde. Para isso, basta clicar no ícone de cartão laranja, na parte inferior da tela inicial do app e visualizar seu cartão virtual do SUS. Se quiser verificar o QR Code e o verso do cartão, clique no ícone de um QR Code para “virar” o cartão e exibir o código.

AGENDAMENTO COM O DERMATOLOGISTA

Em alguns casos, pode ser necessário que se passe antes por um médico clínico geral, no Posto de Saúde, para que este avalie a necessidade. Depois desta triagem, é realizado o encaminhamento para o médico dermatologista, considerando a disponibilidade de um especialista, o que pode aumentar o tempo de espera.

Isso acontece porque como se trata de uma especialidade, pode haver menos disponibilidade deste médico nos postos públicos de saúde. Em determinadas regiões, onde não há dermatologistas, pode haver um encaminhamento para outra cidade.

ACESSO AO TRATAMENTO

A escolha do melhor tratamento deve ser feita individualmente, avaliando riscos e benefícios de acordo com cada caso.

No SUS, já estão disponíveis tratamentos com fototerapia e fototerapia com fotossensibilização, além de medicamentos como dexametasona (creme), clobetasol (creme), calcipotriol (pomada), acitretina (cápsulas), ciclosporina (cápsulas ou solução oral), metotrexato (comprimido ou injetável) e terapia imunobiológica (infusional ou subcutânea).

O tratamento prescrito pelo médico referenciado do SUS deve ser realizado conforme orientação médica, considerando:

  • Número de sessões prescritas (nos casos em que a opção de tratamento for fototerapia ) bem como do local da realização das sessões (não há disponibilidade em determinadas cidades/regiões);
  • Posologia da medicação escolhida, que deverá ser solicitada conforme orientação do serviço de saúde.

Algumas medicações são distribuídas em locais específicos, de acordo com cada estado da federação, sendo, em alguns casos, uma atribuição dos Departamentos Regionais de Saúde, geralmente presentes nas maiores cidades dos estados. Neste caso, consulte a Secretaria de Saúde de seu município.

MEDICAÇÕES DISPONÍVEIS PARA PSORÍASE

  • Ácido salicílico: pomada a 50 mg/g (5%)
  • Alcatrão mineral: pomada a 10 mg/g (1%)
  • Clobetasol: creme a 0,5 mg/g (bisnaga com 30 g) e solução capilar a 0,5 mg/g (frasco com 50 g)
  • Dexametasona: creme a 1 mg/g (0,1%)
  • Calcipotriol: pomada a 50 mcg/g (0,005%)
  • Acitretina: cápsulas de 10 e 25 mg
  • Metotrexato: comprimidos de 2,5 mg e solução injetável de 25 mg/ml (frasco com 2 ml)
  • Ciclosporina: cápsulas de 10, 25, 50 e 100 mg, solução oral de 100 mg/ml (frasco de 50 ml) e solução injetável de 50mg
  • Adalimumabe: solução injetável de 40 mg
  • Etanercepte: solução injetável de 25 mg e 50 mg
  • Ustequinumabe: solução injetável de 45 mg/0,5 ml e solução injetável de 90 mg/1,0 ml
  • Secuquinumabe: 150 mg/ml pó para solução injetável
  • Risanquizumabe

MEDICAÇÕES DISPONÍVEIS PARA ARTRITE PSORISÍACA

  • Ibuprofeno: 600 a 3.200 mg/dia, por via oral, divididos em três administrações (8/8 h). Crianças com seis ou mais meses de idade: 1-2 gotas/Kg de peso 3-4 vezes ao dia; se com menos de 12 anos, máximo de 40 gotas/dose e máximo de 180 gotas/dia.
  • Naproxeno: comprimidos de 250 e 500 mg.
  • Prednisona: comprimidos de 5 e 20 mg.
  • Metilprednisolona: frasco de 40 mg/2 ml.
  • Ciclosporina: cápsulas de 10, 25, 50 e 100 mg; solução oral de 100 mg/ml.
  • Leflunomida: comprimidos de 20 mg.
  • Sulfassalazina: comprimidos de 500 mg.
  • Metotrexato: comprimidos de 2,5 mg; solução injetável de 25mg/ml.
  • Adalimumabe: solução injetável de 40 mg.
  • Etanercepte: solução injetável de 25 e 50 mg.
  • Infliximabe: pó para solução injetável de 100 mg/10 ml.
  • Golimumabe: solução injetável de 50 mg.
  • Secuquinumabe: solução injetável com 150mg/ml.
  • Certolizumabe Pegol: solução injetável 200 mg/ml
  • Tofacitinibe: comprimidos de 5 mg.

ACESSO PLANOS PRIVADOS DE SAÚDE

AGENDAMENTO COM O DERMATOLOGISTA

Para marcar uma consulta com um dermatologista pelo seu plano de saúde tenha em mãos seu cartão de atendimento, onde possui informações sobre o número do seu registro, tipo de plano, validade.

Estes dados são importantes pois a busca por um especialista, dependendo da operadora de saúde, pode variar pelo tipo de plano, localidade e modo de busca (por telefone, site, app ou mesmo o livro impresso de rede credenciada).

A maioria dos planos tem opção de escolha direta de um dermatologista credenciado com o seu plano, porém, há casos em que a operadora de saúde solicita uma consulta prévia com um médico generalista.

Sendo comprovadamente necessário a consulta com um especialista, a operadoras de saúde tem obrigação de garantir o atendimento dentro do prazo previsto na RN nº 259 da ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar -, que trata da garantia e dos prazos máximos de atendimento. Para o caso de consulta com dermatologista, a regra prevê o prazo máximo de 14 dias úteis.

  • Para ser atendido dentro dos prazos você deverá ter cumprido os períodos de carência previstos em seu contrato, conforme o tipo do procedimento.
  • Esses prazos valem para atendimento por um dos profissionais ou estabelecimentos de saúde da rede conveniada ao plano, e não para atendimento por um profissional ou estabelecimento específico de preferência do consumidor.
  • O prazo para consulta de retorno ficará a critério do profissional responsável pelo atendimento.
  • Para mais detalhes de prazos, consulte a cartilha de prazos da ANS através do    site: https://www.ans.gov.br/images/stories/Materiais_para_pesquisa/Materiais_por_assunto/cartilha_prazos_maximos_de_atendimento.pdf

Planos de saúde NÃO regulamentados pela ANS (a minoria, geralmente são os planos vinculados a autarquias governamentais) não estão sujeitos a regra.

ACESSO AO TRATAMENTO

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a Resolução Normativa (RN) nº 465/2021 que traz a atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Com a atualização, que ocorre em média a cada dois anos, os planos de saúde são obrigados a incorporar e a fornecer novas terapias e procedimentos médicos para os seus beneficiários.

+Foram incluídos 7 (sete) medicamentos biológicos para o tratamento da psoríase classificada tecnicamente como moderada grave à grave.

Para casos de acometimento leve ou moderado, as medicações tópicas e orais não são de cobertura obrigatória por parte das operadoras de saúde, bem como a fototerapia, apesar de que, em determinadas situações pode haver cobertura por excepcionalidade.

MEDICAÇÕES COM OBRIGATORIEDADE DE COBERTURA PELOS

PLANOS DE SAÚDE PARA PSORÍASE

  • Adalimumabe
  • Etanercepte
  • Guselcumabe
  • Infliximabe
  • Ixequizumabe
  • Secuquinumabe
  • Ustequinumabe
  • Risanquizumabe

MEDICAÇÕES COM OBRIGATORIEDADE DE COBERTURA PELOS PLANOS DE SAÚDE PARA ARTRITE PSORIÁSICA

  • Infliximabe
  • Certolizumabe Pegol
  • Golimumabe
  • Abatecepte
  • Ustequinumabe
  • Secuquinumabe
  • Ixequizumabe
  • Guselcumabe

A cobertura obrigatória com esses medicamentos biológicos incluídos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde precisa seguir alguns critérios, segundo a portaria publicada pela ANS.

A prescrição deles deve ser feita para pacientes com psoríase moderada a grave, com falha, intolerância ou contraindicação ao uso da terapia convencional, como a fototerapia e/ou terapias sintéticas sistêmicas, e que atendam a pelo menos um dos seguintes critérios abaixo, que serão avaliados pelo seu médico:

  • Índice da Gravidade da Psoríase por Área – PASI superior a 10;
  • Acometimento superior a 10% da superfície corporal;
  • Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia – DLQI superior a 10;
  • Psoríase acometendo extensamente o aparelho ungueal, resistente ao tratamento convencional, associada a DLQI superior a 10;
  • Psoríase palmo-plantar, resistente ao tratamento convencional, associada a DLQI superior a 10;
  • Psoríase que acomete outras áreas especiais, como genitália, rosto, couro cabeludo e dobras, resistente ao tratamento convencional, associada a DLQI superior a 10.

COMO OBTER SEU MEDICAMENTO DE COBERTURA OBRIGATÓRIA

Os medicamentos biológicos que têm cobertura obrigatória e indicação individualizada de acordo com o caso deve sempre ser prescritos pelo médico especialista.

Dependendo do seu plano de saúde, o procedimento de solicitação da medicação, a autorização e, posteriormente, a sua aplicação pode ser realizada numa clínica, ambulatório de uma unidade hospitalar ou até mesmo em casa através de uma autoaplicação, sob a orientação de um profissional de saúde. O seu médico especialista saberá orientar a respeito, de acordo com a medicação escolhida.

Devido ao alto custo, alguns planos de saúde possuem um trâmite de solicitação de autorização destes tratamentos com essas medicações, geralmente através de:

  • Formulário de solicitação/pedido de autorização.
  • Laudo médico com histórico de diagnóstico e tratamento prévio da psoríase, incluindo o motivo pela escolha da medicação.
  • Foto ou exame que comprove a lesão e local (is) de acometimento.
  • Receituário médico com o nome da medicação e posologia recomendada.

Muitas operadoras de planos de saúde já possuem este procedimento de solicitação/autorização através do site ou de um app pelo celular. Em caso de dúvida, entre em contato com o 0800 disponível no seu cartão de beneficiário.

Medicamentos Fornecidos pelos Planos de Saúde

Rol de Procedimentos ANS

O Rol é uma listagem de procedimentos publicada e atualizada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que define a lista de consultas, exames e tratamentos que os planos de saúde são obrigados a oferecer para aqueles contratos que foram assinados a partir de 1º de janeiro de 1999, ou adaptado para as coberturas previstas na Lei 9656/98, de acordo com a categoria de segmentação do plano contratado (ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia e referência).

Agora pacientes com PSORÍASE passam a ter cobertura obrigatória dos medicamentos listados abaixo para o tratamento da doença nos Planos de Saúde.

  • Adalimumabe
  • Bimequizumabe
  • Brodalumabe
  • Etanercepte
  • Guselcumabe
  • Infliximabe
  • Ixequizumabe
  • Secuquinumabe
  • Tildrakizumabe
  • Ustequinumabe
  • Risanquizumabe
  • Certolizumabe Pegol

Recomendações

  • Hidrate muito bem a pele, para evitar seu ressecamento excessivo que favorece a possibilidade de desenvolver lesões;
  • Exponha-se com cuidado e moderadamente ao sol, mas antes passe um creme hidratante ou terapêutico. Você vai ter de usá-lo a vida inteira;
  • Evite a ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Procure não se desgastar emocionalmente. O estresse tem papel importante no aparecimento das lesões. Como não é uma tarefa fácil, procure ajuda de um profissional se considerar necessário;
  • Não fuja de encontros sociais e de lazer por causa das lesões. Psoríase não é contagiosa e, se você se afastar de tudo e de todos, pode comprometer o estado emocional e aumentar o problema;
  • Visite regularmente o dermatologista e siga à risca suas orientações. Isso o ajudará a controlar as crises.

Comorbidades

Doenças relacionadas a psoríase Pessoas com psoríase têm um maior risco de desenvolver outras patologias, também conhecidas como comorbidades, principalmente nos quadro moderados- a-graves. Entre elas, estão Artrite Psoriásica, doenças cardiovasculares, doenças inflamatórias intestinais e Diabetes, entre outras.

Doenças relacionadas a psoríase Pessoas com psoríase têm um maior risco de desenvolver outras patologias, também conhecidas como comorbidades, principalmente nos quadro moderados- a-graves. Entre elas, estão Artrite Psoriásica, doenças cardiovasculares, doenças inflamatórias intestinais e Diabetes, entre outras.

Comorbidades mais comumente associadas a Psoríase

Artrite psoríásica – Doenças cardiovasculares – Diabetes – Obesidade – Doenças inflamatórias intestinais – Uveitis – Dislepidemia – Depressão – Tabagismo e alcoolismo. 30% Dos pacientes são diagnosticados com Artrite Psoriásica. Até 70% mais chance de Síndrome metabólica: Pacientes com psoríase grave, apresentam um risco elevado de desenvolver Diabetes tipo 2, hiperlipidemia, hipertensão e obesidade juntas. O risco de desenvolver diabete isoladamente chega a ser 30% maior em pacientes com psoríase 7x mais chance de desenvolver Doenças inflamatórias intestinais ( Doença de Chron/Retocolite Ulcerativa).

A Psoríase confere um risco 20% a 58% maior desenvolver doenças cardiovasculares e este risco aumenta quanto mais grave for a doença e mais jovem for o paciente 43% mais chance de apresentar acidente vascular cerebral. 10% dos pacientes com psoríase desenvolvem depressão e este risco sobe para quase 30% se a psoríase for acompanhada de artrite. Diagnosticar e tratar adequadamente a psoríase é fundamental para evitar o desenvolvimento de outras doenças.

Referências: www.psoriasis.org

Perguntas Frequentes

Artrite Psoriásica

A psoríase de pele ocorre em 1 a 3% da população. Entre 10 e 42% desses pacientes apresentam um quadro de artrite associado. Usualmente, a manifestação cutânea aparece na segunda ou terceira décadas de vida, enquanto que o quadro articular geralmente ocorre duas décadas após. Na grande maioria dos casos (75% pacientes), o quadro cutâneo precede a artrite. Entretanto, é possível que a apresentação se inverta, com a doença articular precedendo o quadro cutâneo (15% dos casos) ou se apresentando simultaneamente (10% dos casos).

A artrite pode manifestar-se em qualquer idade, com pico entre 30 e 50 anos. A frequência, em geral, é similar entre homens e mulheres, apesar da forma espondilítica afetar de 3 a 5 vezes mais pacientes do sexo masculino.

Distintas formas clínicas, padrões e graduações de artrite podem ocorrer em pacientes com lesões mínimas de pele ou com psoríase esfoliativa generalizada. A doença pode variar desde manifestações leves a quadros com mutilação, afetando dedos das mãos e dos pés, coluna, joelhos, tornozelos e quadris.

Também podem acontecer manifestações nos olhos, vasos e pulmões. Após algum tipo de estresse emocional, o paciente pode desenvolver lesões vermelhas descamativas na pele e, anos depois, apresentar inflamação nas articulações com rigidez, dor e inchaço particularmente nas pontas dos dedos das mãos e dos pés. As lesões cutâneas podem ser variadas, localizadas ou difusas. Os exames de sangue mostram inflamação e as radiografias podem, algumas vezes, revelar o caráter erosivo e agressivo da doença.

Tratamento

O tratamento da artrite psoriásica é individualizado. Em geral, a maioria dos pacientes apresenta alívio dos sintomas articulares com o uso de anti-inflamatórios. Medicamentos remissivos costumam ser a melhor opção já que possibilitam mudança na evolução natural da doença.

Medicações também podem ser colocadas diretamente dentro da junta afetada proporcionando rápida melhora da dor. Medidas físicas, reabilitação, fisioterapia e terapia ocupacional são ainda fundamentais e, quando necessário, cirurgias ortopédicas corretivas podem ser realizadas.

A introdução do uso de agentes biológicos – ou terapia imunobiológica – que atua diretamente nas células e nas proteínas alteradas da artrite psoriásica têm mostrado excelentes resultados, melhorando de forma significativa a doença articular e cutânea.

PCDTs da psoríase e artrite psoriásica

O que são, os protocolos clínicos e diretrizes Terapêuticas (PCDT)?

São documentos que estabelecem critérios para o diagnóstico da doença ou do agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os medicamentos e demais produtos apropriados, quando couber; as posologias recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a verificação dos resultados terapêuticos, a serem seguidos pelos gestores do SUS. Devem ser baseados em evidência científica e considerar critérios de eficácia, segurança, efetividade e custo-efetividade das tecnologias recomendadas.

PCDT DA PSORÍASE https://psoriasebrasil.org.br/wp-content/uploads/2021/01/PCDT-DA-PSORIASE-2020.pdf

PCDT DA ARTRITE PSORIÁSICA https://psoriasebrasil.org.br/wp-content/uploads/2021/08/PCDT-ARTRITE-PSORIASICA-2021.pdf

Portaria Conjunta n. 18 - Pcdt Psoríase 2021 https://psoriasebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/03/pcdt-Psoriase_compressed.pdf

Portaria Conjunta nº 37, de 21 de Janeiro de 2026 https://psoriasebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/03/portaria-37-2026-pcdt-da-artrite-psoriasica.pdf

O conteúdo deste site tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica.

Dados que abrem caminhos

Observatório Brasileiro de Doenças Crônicas de Pele

A pesquisa do Observatório Brasileiro de Doenças Crônicas de Pele mapeia o tempo até o diagnóstico, o deslocamento em busca de atendimento e as barreiras de acesso ao tratamento.

Conteúdos

Publicações sobre Psoríase

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