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SERRA NO ESPÍRITO SANTO OFERECE TRATAMENTO PARA PESSOAS COM PSORÍASE
A psoríase é uma doença inflamatória crônica, não contagiosa, que se apresenta na pele com lesões descamativas e que podem causar coceira e a Serra oferece à população o único Ambulatório de Psoríase do Estado. Desde o...

A psoríase é uma doença inflamatória crônica, não contagiosa, que se apresenta na pele com lesões descamativas e que podem causar coceira e a Serra oferece à população o único Ambulatório de Psoríase do Estado. Desde o dia 15 de dezembro o ambulatório passou a integrar a rede de especialidades médicas no Ambulatório Municipal de Especialidades (Ames), localizado em Jardim Limoeiro. O dia de atendimento acontece às quartas-feiras, das 7 às 19 horas e para ter acesso é via Unidade de Saúde, onde o usuário será atendido por um clínico geral que fará o encaminhamento, via e-mail, diretamente para o ambulatório Segundo a dermatologista da Prefeitura da Serra, Cristiani Banhos Ferreira, apesar de muitos ainda acharem, a psoríase não é uma doença estética e tem fatores que agravam a doença em indivíduos geneticamente predispostos como estresse, tabagismo e alguns medicamentos utilizados para tratamento de outras doenças, entre outros fatores “Até infecções como as causadas pela Covid-19, dengue e chikungunya podem agravar a psoríase ou induzir o seu aparecimento em indivíduos predispostos”, explicou a dermatologista ressaltando, ainda, que se trata de uma doença crônica que tem tratamento. Atualmente, 225 pacientes com psoríase são acompanhados pela equipe do Ambulatório Especializado “A maioria deles é grave. É importante ressaltar que o munícipe com essa doença, seja ele homem ou mulher, apresenta mais risco de ter hipertensão, colesterol alto, problemas cardiológicos”, frisou a dermatologista, arrematando: “De 1 a 2 % da população brasileira tem psoríase. Ela pode se manifestar na forma leve, moderada ou grave. A leve é aquela que compromete menos de 10% de área de superfície corporal. A grave é quando acomete áreas especiais, como face, palma da mão e planta dos pés, genitália, que geram impacto grande na qualidade de vida sem resposta a medicação tópica, ou quando o comprometimento é maior que 10% da área de superfície corporal. Há casos de pacientes que desenvolvem infecções secundárias”, informou. O tratamento pode ser de uso tópico, com pomadas, medicamentos via oral ou injetável (biológicos). Os medicamentos são fornecidos pela Farmácia Cidadã. Uma vez no programa, o usuário não precisa mais voltar à Unidade de Saúde. O retorno dele já é marcado pelo próprio ambulatório. Nos casos leves, o retorno é de quatro a seis meses. Já, para os graves, todo mês, até ser medicado. Quando medicado, o retorno passa para a cada três meses”, disse. Fonte: Portal Tempo Novo
