Presidente da entidade, Gladis Lima, participou de painel sobre pesquisa clínica no Brasil e reforçou o papel das associações na construção de confiança, informação e acesso à inovação em saúde
A presidente da Psoríase Brasil, Gladis Lima, participou da 2ª edição do Clinical Research Summit Latin America, evento promovido pelo Hospital Moinhos de Vento nos dias 12 e 13 de maio, no Hotel Deville Prime, em Porto Alegre. Em um encontro voltado ao futuro da pesquisa clínica no Brasil e na América Latina, a entidade levou a perspectiva das associações de pacientes para o debate sobre inovação, acesso a tratamentos e construção de confiança na ciência. O evento reuniu pesquisadores, profissionais da saúde, representantes da indústria, instituições de referência e lideranças do setor para discutir os caminhos da pesquisa clínica no País. A programação abordou temas como medicina de precisão, inteligência artificial, financiamento da pesquisa, colaboração científica, ambiente regulatório e novas possibilidades de diagnóstico e tratamento. A participação da Psoríase Brasil ocorreu no painel “Pesquisa Clínica no Brasil: acelerar inovação e elevar o padrão de cuidado em doenças complexas”, realizado no dia 13 de maio. A mesa reuniu diferentes perspectivas sobre o tema, com a presença do médico oncologista Fábio Franke, do deputado federal Pedro Westphalen, da executiva Erica Kagiyama, Country Clinical Operations Manager da AbbVie, e de Gladis Lima, representando a visão das associações de pacientes. A moderação foi conduzida pelo oncologista Otavio Al Alam, do Hospital Moinhos de Vento. Durante o painel, Gladis Lima abordou a importância de aproximar a pesquisa clínica das necessidades reais de quem convive com doenças complexas e crônicas, como psoríase, artrite psoriásica e outras condições imunomediadas. A participação reforçou o papel das entidades de pacientes na educação, na orientação e na construção de confiança entre pacientes, profissionais de saúde, centros de pesquisa, indústria e poder público. Para Gladis, ampliar a pesquisa clínica no Brasil significa também ampliar as possibilidades de acesso, informação e cuidado. “Quando falamos em pesquisa clínica, não estamos falando apenas de desenvolvimento científico. Estamos falando de esperança, de acesso e de futuro para pessoas que convivem todos os dias com doenças que impactam profundamente a qualidade de vida. As associações de pacientes têm um papel essencial nesse processo: ajudar a informar, orientar, construir confiança e garantir que a inovação dialogue com as necessidades reais dos pacientes”, afirma a presidente da entidade. O debate também destacou os avanços recentes no ambiente regulatório brasileiro, a atração de investimentos para pesquisa e desenvolvimento, a profissionalização dos centros de pesquisa e a necessidade de maior colaboração entre os diferentes elos do ecossistema de saúde. Um dos pontos centrais foi a compreensão de que a pesquisa clínica pode contribuir para ampliar o acesso a novas alternativas terapêuticas e elevar o padrão de cuidado oferecido aos pacientes. Na abertura do evento, o CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini Mutlaq, sintetizou o espírito do encontro ao afirmar que “o futuro do país passa pela saúde — e a saúde passa pela pesquisa”. A frase dialoga com a proposta do evento, que reuniu diferentes atores do ecossistema de saúde para discutir o fortalecimento da produção científica, a fim de criar caminhos para que a inovação avance no País. Na avaliação da Psoríase Brasil, a participação no encontro reforça a importância de aproximar a pesquisa clínica dos pacientes, ampliando o acesso à informação e o entendimento sobre o papel da ciência no desenvolvimento de novas possibilidades de cuidado. “A pesquisa clínica é uma porta de entrada para a inovação, mas ainda existem muitos mitos, medos e desinformação sobre o tema. Quando o paciente entende o processo, tem acesso a informações claras e se sente respeitado, a ciência deixa de parecer distante e passa a ser vista como uma aliada. Esse é um espaço em que as associações podem contribuir muito”, complementa Gladis. Fundada para atuar na defesa de pessoas com psoríase, artrite psoriásica e outras doenças crônicas e autoimunes de pele, a Psoríase Brasil tem ampliado sua presença em debates sobre acesso, políticas públicas, incorporação de tecnologias e participação dos pacientes nas decisões em saúde. A presença da entidade na 2ª edição do Clinical Research Summit reforça esse compromisso e marca mais um passo na aproximação entre ciência, cuidado e a realidade de quem convive com doenças crônicas no Brasil.