Pesquisa publicada no Journal of Dermatological Treatment reúne respostas de mais de mil pacientes e 225 dermatologistas, reforçando a necessidade de ampliar informação e capacitação no cuidado à psoríase
A Psoríase Brasil celebra a publicação do estudo recém divulgado no Journal of Dermatological Treatment, “
Perceptions over biologics for psoriasis after 5 years of access in Brazil: a cross-sectional study” — uma das análises mais abrangentes já realizadas no País sobre barreiras ao uso de terapias biológicas no tratamento da psoríase, segundo o especialista e autor do artigo, Dr. Leandro Linhares Leite, integrante do Conselho Científico da entidade. A pesquisa contou com ampla participação de pacientes e dermatologistas, e teve a Psoríase Brasil como parceira na disseminação dos questionários e no engajamento da comunidade — contribuindo diretamente para a robustez do levantamento. “Com muita felicidade, informo que a pesquisa que fizemos com os pacientes da Psoríase Brasil foi aceita por um importante jornal de dermatologia. Sem vocês, isso não estaria acontecendo”, agradeceu o médico e autor do estudo. A publicação aponta que, mesmo após quase cinco anos de disponibilidade desse tipo de tratamento no Brasil pelo SUS (Sistema Único de Saúde), ainda há descompasso entre necessidade clínica e o acesso efetivo. O estudo também evidencia subtratamento em parcela significativa de casos moderados a graves e sugere que entraves administrativos, falta de informação e lacunas de capacitação contribuem para esse cenário. Os dados ajudam a dimensionar o desafio. Entre os pacientes respondentes,
apenas 25,5% estavam em uso de terapias biológicas,
e o subtratamento apareceu em mais da metade das pessoas com doença moderada a grave — ou seja, casos em que, apesar da gravidade, o tratamento se restringe a terapias tópicas (como pomadas) ou sequer é realizado —, evidenciando um hiato importante entre a disponibilidade formal de medicamentos e o cuidado que chega, de fato, a quem precisa. Assim, o ponto central da pesquisa é a identificação da necessidade de ampliar capacitação e acesso à informação, tanto para pacientes quanto para dermatologistas, favorecendo decisões terapêuticas mais bem orientadas e fortalecendo o acesso a terapias efetivas. Para a Psoríase Brasil, a publicação consolida um movimento essencial: a participação ativa de pessoas com psoríase na construção de evidências sobre o cuidado real no Brasil. Nos agradecimentos, os autores também reconhecem formalmente o apoio da entidade, que contribuiu para que a realidade vivida por quem convive com a doença fosse representada com escala e consistência. “Essa publicação também reforça a força da participação da comunidade na produção científica. Quando os pacientes se engajam, conseguimos iluminar barreiras reais e apoiar avanços concretos no acesso e no tratamento. Para nós, é motivo de orgulho fazer parte dessa construção”, afirma Gladis Lima, presidente da Psoríase Brasil.
Confira o estudo completo: