Ministério da Saúde corrige matéria sobre dermatite atópica após alerta da Frente Parlamentar
Ofício do deputado federal Zé Haroldo cobrou esclarecimentos após denúncia da entidade sobre conteúdo impreciso no portal GOV.br A Psoríase Brasil encaminhou, no final de maio, um ofício à Frente Parlamentar (FP) pelas...

Ofício do deputado federal Zé Haroldo cobrou esclarecimentos após denúncia da entidade sobre conteúdo impreciso no portal GOV.br
A Psoríase Brasil encaminhou, no final de maio, um ofício à Frente Parlamentar (FP) pelas Doenças Crônicas de Pele, presidida pelo deputado federal Zé Haroldo Cathedral, denunciando a veiculação de conteúdo potencialmente desinformativo no portal oficial do Ministério da Saúde. A matéria em questão, publicada em 27 de maio, trazia informações que induziam a população a crer que os medicamentos indicados para dermatite atópica moderada a grave já estariam disponíveis na rede pública — o que ainda não condiz com a realidade. Conforme destacado pela entidade, o próprio texto das Portarias SECTICS/MS nº 17, 18 e 31 estabelece um prazo de até 180 dias para que os tratamentos estejam de fato acessíveis no SUS — projetando sua efetivação para novembro de 2025. Ainda assim, a publicação oficial orientava os pacientes a procurarem diretamente as Unidades Básicas de Saúde (UBS), reforçando a falsa percepção de disponibilidade imediata e gerando confusão entre os usuários do sistema público. Diante da manifestação da associação, o deputado Zé Haroldo encaminhou, em 11 de junho, um ofício ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, solicitando explicações formais sobre o episódio. O parlamentar também cobrou o cronograma de disponibilização dos medicamentos dupilumabe e upadacitinibe, além da atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da dermatite atópica. Como resultado das ações conjuntas da Psoríase Brasil e da FP, a matéria foi revisada e atualizada no portal GOV.br, passando a apresentar a informação de maneira mais clara e alinhada aos prazos legais, evitando a indução ao erro. A associação considera a correção um avanço importante na promoção de uma comunicação pública transparente e responsável, por entender que esta tem o dever de zelar pela exatidão das informações — sobretudo quando envolvem o direito à saúde. 📄 Abaixo, o documento da Psoríase Brasil e o ofício parlamentar estão disponíveis na íntegra para consulta.



