Associação Brasileira de Psoríase, Artrite Psoriásica e de outras Doenças Crônicas de Pele

VITILIGO

 

 

O Que é VITILIGO?

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou à ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.

A doença é caracterizada por lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas na pele com uma distribuição característica.  O tamanho das manchas é variável. O vitiligo possui diversas opções terapêuticas, que variam conforme o quadro clínico de cada paciente. O dermatologista é o profissional mais indicado para realizar o diagnóstico e tratamento da doença.

Importante: o vitiligo não é contagioso e não traz prejuízos à saúde física

Sintomas

A maioria dos pacientes de vitiligo não manifesta qualquer sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele. Em alguns casos, relatam sentir sensibilidade e dor na área afetada.  Entretanto, uma grande preocupação dos dermatologistas são os sintomas emocionais que os pacientes podem desenvolver em decorrência da doença.

Quando o vitiligo é detectado, o dermatologista pode classificá-lo por dois tipos:

  • Segmentar ou Unilateral: manifesta-se apenas em uma parte do corpo,  normalmente quando o paciente ainda é jovem. Pelos e cabelos também podem perder a coloração.
  • Não segmentar ou Bilateral: é o tipo mais comum; manifesta-se nos dois lados do corpo, por exemplo, duas mãos, dois pés, dois joelhos. Em geral, as manchas surgem inicialmente em extremidades como mãos, pés, nariz e boca. Há ciclos de perda de cor e épocas em que a doença se desenvolve. Depois, há períodos de estagnação. Estes ciclos ocorrem durante toda a vida; a duração dos ciclos e as áreas despigmentadas tendem a se tornar maiores com o tempo.

O diagnóstico do vitiligo é essencialmente clínico, pois as manchas hipopigmentadas têm, geralmente, localização e distribuição características. A biópsia cutânea revela a ausência completa de melanócitos nas zonas afetadas, exceto nos bordos da lesão, e o exame com lâmpada de Wood pode ajudar na detecção da doença em pacientes de pele branca.

Análises sanguíneas deverão incluir um estudo imunológico que poderá revelar a presença de outras doenças autoimunes como hepatite autoimune e doença de Addison ou doenças da tireoide. O histórico familiar também é considerado, pois cerca de 30% dos pacientes têm algum parente com a doença.

É bom salientar que o diagnóstico deve ser feito por um dermatologista. Ele irá determinar o tipo de vitiligo do paciente, verificar se há alguma doença autoimune associada e indicar a terapêutica mais adequada.

Tratamentos

Atualmente, existem resultados excelentes nos tratamento da doença, o fato de não se poder falar em cura, não quer dizer que não haja várias opções terapêuticas. O paciente tem que acreditar e buscar ajuda médica.

O tratamento visa cessar o aumento das lesões (estabilização do quadro) e também a repigmentação da pele. Existem medicamentos que induzem à repigmentação das regiões afetadas como tacrolimus derivados de vitamina D e corticosteroides.

A fototerapia com radiação ultravioleta B banda estreita (UVB-nb) é indicada para quase todas as formas de vitiligo, com resultados excelentes, principalmente para lesões da face e tronco. Pode ser usada também a fototerapia com ultravioleta A (PUVA). Também se pode empregar tecnologias como o laser, bem como técnicas cirúrgicas ou de transplante de melanócitos. Algumas novas medicações estão em fase de pesquisas e/ou estudos e devem surgir lançamentos em médio prazo. Muito cuidado com medicamentos ditos milagrosos, fórmulas ditas naturais e receitas dadas por leigos, pois podem levar à frustração e também a reações adversas graves.

O tratamento do vitiligo é individualizado e deve ser discutido com um dermatologista, conforme as características de cada paciente. Os resultados podem variar consideravelmente entre uma pessoa e outra.  Por isso, somente um profissional qualificado pode indicar a melhor opção. É importante lembrar que a doença pode ter um excelente controle com a terapêutica adequada e repigmentação completa, sem nenhuma diferenciação de cor.

Prevenção

Pacientes devem evitar fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes, como usar roupas apertadas, ou que provoquem atrito ou pressão sobre a pele, e diminuir a exposição solar. Controlar o estresse é outra medida bem-vinda.

As lesões provocadas pela doença, não raro, impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima. Por isso, na maioria casos, recomenda-se o acompanhamento psicológico, que pode ter efeitos bastante positivos nos resultados do tratamento.  

Fonte: https://www.sbd.org.br/

 

DÚVIDAS SOBRE VITILIGO

  1. QUALQUER PESSOA PODE TER VITILIGO?

Vitiligo é uma doença genética, crônica e de origem autoimune, ou seja, o organismo não reconhece os melanócitos , células que produzem melanina, a “tinta” que dá cor à pele e os destrói. Então, os pacientes perdem totalmente a pigmentação na área afetada.

  1. EXISTEM ALGUMAS REGIÕES DO CORPO QUE SÃO MAIS ACOMETIDAS PELO VITILIGO?

As áreas mais propícias são as mais expostas a traumatismos: joelhos, cotovelos, mãos e face, além da região genital. Às vezes, no início do vitiligo, o paciente pode ter um pouco de coceira na região das lesões, mas na maioria das vezes ele não sente nada.

  1. EXISTEM FATORES QUE FAZEM AS LESÕES AUMENTAREM?

Existem alguns remédios que podem piorar o vitiligo. A lista de quais são deve ser perguntada ao médico. Há alguns cremes, também, principalmente os derivados de hidroquinona — um clareador de pele –, que podem causar ou desencadear a doença naqueles que têm tendência. Traumas psicológicos e mecânicos na pele também podem desencadear a doença, assim como queimaduras solares.

  1. EXISTE TRATAMENTO PARA O VITILIGO?

Sim, ao surgir as primeiras manchas na pele é necessário procurar um dermatologista associado à SBD, profissional apto para diagnosticar e realizar o tratamento individualizado da doença. A SBD alerta que quanto antes começar o tratamento, maior é a chance de controlar/interromper a propagação das manchas e repigmentar a pele. A fototerapia com radiação ultravioleta B banda estreita (UVB-nb), fototerapia com ultravioleta A (PUVA), laser, bem como técnicas cirúrgicas de transplante de melanócitos são alguns dos tratamentos disponíveis. Também existem medicamentos em fase de pesquisas que devem surgir em médio prazo.

      5.EXISTEM CUIDADOS ESPECIAIS QUE O PACIENTE COM VITILIGO PRECISA TER COM A PELE?

Os principais riscos para os pacientes são queimaduras e envelhecimento precoce, pois ao perder a melanina, eles perdem também a capacidade de defesa contra raios solares (que envelhecem a pele). Por outro lado, pacientes com a doença produzem P53, uma proteína que auxilia na proteção contra o câncer de pele.

  1. O VITILIGO PODE SE MANIFESTAR EM QUALQUER TOM DE PELE?

Sim, mesmo na pele negra ou em pacientes ruivos. A única diferença é que naqueles de pele mais escura, o vitiligo irá se destacar mais.

Fonte das perguntas: https://drauziovarella.uol.com.br/